22 de janeiro de 2019

Aula Aberta: Um roteiro de interpretação

As plantas na obra poética de Camões (poética e lírica), segundo o Professor Doutor Jorge Paiva:
"Na época camoniana, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura, não eram tanto as plantas comestíveis ou ornamentais, mas mais as plantas medicinais. Como Os Lusíadas foram escritos, quase na totalidade, no Oriente e centrados nos Descobrimentos, têm como base plantas asiáticas, particularmente especiarias e medicinais; a lírica como foi, maioritariamente, escrita em Portugal e centrada no amor e paixão, as plantas referidas são europeias e ornamentais. Numa e noutra obra o poeta raramente cita as mesmas plantas, mas quando isso acontece, fá-lo com significados diferentes. Como Camões viveu a sua grande paixão durante os treze anos que esteve em Coimbra (1531-1544), de onde partiu aos vinte anos, a maioria das plantas referidas na lírica são plantas dos campos do Mondego. O mesmo acontece n’Os Lusíadas nos episódios da “Ilha dos Amores” (canto IX, 18 – X, 95) e de “Inês de Castro” (canto III, 118-135). Num trabalho sucinto, não é possível abranger a vasta obra completa de Luís de Camões. Assim, abordaremos algumas das plantas mais invulgares referidas n’Os Lusíadas e praticamente todas as citadas na lírica. Aliás, é n’Os Lusíadas que o poeta mais plantas mencio. na (cerca de cinco dezenas), na maioria asiáticas e aromáticas. Na lírica refere muito menos espécies de plantas (cerca de três dezenas e meia), maioritariamente, europeias campestres ornamentais" 





Nascido a 17.09.1933, em Angola, licenciado em Biologia e doutorado em Recursos Naturais e Meio Ambiente, já aposentado, foi investigador principal na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, onde lecionou algumas disciplinas; foi também professor convidado na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, e nas Universidades de Aveiro, da Madeira, Vasco da Gama (Coimbra) e Vigo (Espanha). A sua atividade científica e em defesa do meio ambiente foi já distinguida com vários prémios. Publicou diversos trabalhos sobre filotaxonomia, palinologia, biodiversidade e ambiente. Apresentou variadas comunicações e proferiu diversas conferências em congressos e ações pedagógicas.

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Já abriu ao público a exposição "NALDA: A Fábrica de Faiança. Uma exposição em construção..." no dia 19 de março. A apresentação...